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A CRISE DEONTOLÓGICA DO JORNALISMO EM PORTUGAL

Domingo, 02.08.09

Olhando as parangonas dos jornais e noticiários das últimas 2 semanas, depressa torna-se clara a crise ética e deontológica que mina o jornalismo em Portugal. A falta de rigor, isenção e o sensacionalismo puro e duro são as marcas cada vez mais dominantes nas rádios, jornais e TV's um pouco por todo o país.

 

Senão, vejamos.

 

Aquando das primeiras notícias sobre os 6 utentes que perderam a visão após uma intervenção cirúrgica no Hospital de Sta. Maria em Lisboa, não faltaram pretensos jornalistas a metamorfosearem-se em pretensos médicos, apontando de imediato a culpa ao Avastin, o medicamente administrado durante a cirurgia a esses mesmos doentes.

 

Contudo, basta uma pequena reflexão para questionar esta teoria. O Avastin tem sido utilizado em inúmeros pontos do globo e em inúmeros doentes. Desta forma, como poderemos concluir tão rapidamente e sem quaisquer bases laboratoriais que o problema esteve, efectivamente, no fármaco?!

 

Senhores jornalistas, pelo menos desta vez, talvez não ficasse mal assumirem o erro de tão precipitadas conclusões e fazerem um mea culpa.

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publicado por Criatura da Noite às 18:04


4 comentários

De Tiago a 30.08.2009 às 17:24

Mas aqui, tudo passa, tudo é esquecido, e ninguem é responsabilizado, simplesmente as polémicas vao com o vento, e tudo volta ao mesmo.
Raparem que ate a ordem dos médicos veio logo afastar qualquer responsabilidade, e a ordem dos farmaceuticos idem...e coitado de quem sofreu na pele o erro de alguem...

De Criatura da Noite a 05.09.2009 às 16:00

Um mês depois, já todos esqueceram os doentes que ficaram cegos no Hospital de Sta. Maria e a razão (ou melhor, a falta dela!) que levou a esse trágico fim...

De Tiago a 05.09.2009 às 19:18

E o nosso país é tao rico em escandalos que depressa se esquece um para se passar a outro, e o que aconteceu la foi

De Criatura da Noite a 05.09.2009 às 22:22

E o mais grave de tudo é que acabamos por assimilar esses escândalos cada vez com mais naturalidade, como se já fizessem parte do nosso quotidiano. Até onde nos levará esta linha condutora?

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