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ESSE PAÍS ERA A FINLÂNDIA... E AGORA A GRÃ-BRETANHA

Terça-feira, 10.05.11

Primeiro, foi a Finlândia a mostrar alguma relutância em aprovar o empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal, agora é a Grã-Bretanha. Na verdade, todos nós portugueses deveriamos colocar a mão na consciência e reflectirmos até que ponto merecemos realmente a ajuda que se impõe.

 

Se não, vejamos... Nos últimos anos, o Governo português e os próprios portugueses especializaram-se em viver acima das suas possibilidades, pedindo créditos atrás de créditos. O resultado está à vista: a dívida externa ultrapassou todos os limites possíveis e imaginários e muitas famílias portuguesas já não conseguem fazer face às suas dívidas.

 

Claro que, dirão alguns, o grande culpado da crise profunda em que mergulhámos é a nossa eterna falta de incúria e de jeito para a gestão. Aliás, basta recuarmos pouco mais de um século e relembrarmos a última vez em que Portugal entrou em bancarrota. No entanto, esse não é exemplo único. Já durante os Descobrimentos, enquanto os países que se nos seguiram na conquista de novos territórios investiam o dinheiro e criavam a sua própria riqueza, nós portugueses, tratámos de desbaratar por completo todo o ouro, prata e tantas outras riquezas trazidas para a metrópole.

 

De regresso aos nossos dias, a UE e o conjunto de países que hoje se preparam para nos "auxiliar", também não estão isentos de responsabilidades. Afinal, ao longo das últimas décadas as políticas europeias impostas por esse mesmo conjunto, acabaram por conduzir ao fim do nosso tecido industrial, piscatório e agrícola.

 

Num último fôlego, ainda há quem não deixe esmorecer o espírito patriótico e tente salvar a honra lusa, relembrando ao resto da Europa que em tempos idos, também nós já fomos grandes e solidários com os que mais precisavam. Num vídeo produzido e lançado pela C. M. Cascais na rede social Youtube, relembram-se alguns feitos portugueses. No entanto, será isso suficiente para mudar a imagem que alguns parceiros europeus têm de nós?

 

 

 

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publicado por Criatura da Noite às 18:37


2 comentários

De T. a 15.05.2011 às 14:56

Sei que podia ter consequências nefastas, segundo dizem regressar à pré-histório, porém eu preferia viver com as minhas posses e o velhinho escudo... Este não fez-me ficar sem emprego, fez uma revolução, não deu tachos, nem tacholas... Talvez tenha dado, todavia não do modo displicente que se vê nesta altura. Quanto ás atitudes dos outros países relativamente a nós, não podemos viver isolados é um facto, se calhar devíamos agir na mesma conta, na mesma medida quem têm agido para nós. A nossa memória é curta, mas a dos outros também!

De Criatura da Noite a 16.05.2011 às 21:52

Se queres que seja sincera, não sei se prefiro o euro ou o velhinho escudo. A única coisa que ainda gostaria de assistir era a Portugal não ser considerado o eterno país da cauda da Europa.

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