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MAIS UM CASO NA MADEIRA

Sábado, 28.04.12

As notícias de constantes atentados à democracia na Madeira, nunca foram novidade para ninguém. No entanto, esta semana abriu-se um novo precedente - para muitos incompreensível - com as operações de buscas efectuadas ao edifício da extinta Secretaria Regional do Equipamento Social.

A história resume-se de uma forma simples. Na última segunda-feira, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) ordenou que se efectuassem buscas em diversos edifícios do Governo Regional da Madeira na sequência do inquérito da alegada omissão de dívida pública naquela região. 

O caso nada teria de extraordinário, se as procuradoras do Ministério Público, Carla Dias e Auristela Gomes, não tivessem optado pelo Comando Territorial da GNR, força de segurança a quem cabe, essencialmente, competências ao nível fiscal e aduaneiro naquela região autónoma, em detrimento da Polícia Judiciária (PJ), força policial vocacionada para a investigação de crimes económico-financeiros, nomeadamento, crimes de corrupção, branquamento de capitais ou abuso de poder praticados por titulares de cargos políticos. 

A propósito deste insólito caso, Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados veio a público defender que este tipo de actuação não é digno de um regime democrático, considerando ainda que todo este caso é "surreal" e "pior do que na América Latina ou na república das bananas". 

E em abono da verdade, Marinho Pinto não anda muito longe da realidade ou não fosse considerada a Região Autónoma da Madeira uma autêntica 'República das Bananas' e os sucessivos governos centrais de Lisboa, um 'bando de bananas' incapazes de pôr fim ao despotismo político e económico de Alberto João Jardim.

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publicado por Criatura da Noite às 19:36