CRIATURA DA NOITE
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FAMÍLIAS OBRIGADAS A PAGAREM CUSTAS JUDICIAIS
Alguns familiares das vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios foram notificados pelo Tribunal de Castelo de Paiva a pagarem as custas judiciais referentes ao processo. Segundo fonte judicial, o montante em causa ronda os 57 mil euros.
A Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios (AFVTE-R) manifestou a sua total indignação, afirmando aos orgãos de comunicação social que a dívida em causa ascendia o meio milhão de euros, valor negado, posteriormente, pelo próprio tribunal de Castelo de Paiva.
De facto, entre 57 mil e 500 mil euros existe uma enorme disparidade de valores, inexplicável por parte da AFVTE-R. Por outro lado, é incompreensível do ponto de vista moral, a razão que leva um tribunal a cobrar 57 mil euros de custas judiciais a pessoas que foram vítimas de perdas irreparáveis de entes queridos, por pura negligência e incompetência.
Qual será o próximo passo? Culpabilizar as próprias vítimas da queda da ponte de terem passado nessa mesma ponte àquela hora fatídica?!
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2 comentários
De Tiago a 03.05.2009 às 11:31
Mas não nos podemos afastar da realidade, e seja em que caso for, em qualquer processo em Tribunal à custas elevadas e por Lei, cabe à parte derrotada o pagamento das mesmas, e por muito que nos custe aceitar, não pode, não deve haver excepções, e o que aconteceu abriu um precedente grave.
Ao intentarem a Acção ninguém lhes podia garantir o êxito da mesma, e sabiam à partida os valores da mesma e caso ganhassem recebiam que lhes seria devido, como caso perdessem teriam de pagar as custas judiciais.
Os media mais uma vez passaram cá para fora um "filme" que não correspondia inteiramente à verdade e ampliaram algo que acontece todos os dias
De Criatura da Noite a 03.05.2009 às 17:37
Os verdadeiros responsáveis (areeiros, engenheiros da Câmara e outras entidades estatais e não estatais) que sabiam de antemão, através de estudos e relatórios previamente elaborados que a ponte iria cair, não foram nem nunca serão responsabilizados nem alvo de qualquer processo.
E porquê? Porque em Portugal a culpa morre sempre solteira!