CRIATURA DA NOITE
Se procura um espaço onde abundam as pseudo-análises político-sociais com um ligeiro travo de ironia e sátira política de alguém que não percebe nada disto, chegou ao sítio certo!
CIMEIRA UE-ÁFRICA E OS DIREITOS HUMANOS...OU A FALTA DELES!
Desde cedo, a Cimeira UE-África ficou marcada sob o signo da polémica devido há presença de alguns líderes africanos como Robert Mugabe do Zimbabwé, Omar Bashir do Sudão ou Mohamar Kadaphi da Líbia, acusados de diversos crimes contra a Humanidade nos seus próprios países.
A crise humanitária no Darfur (Sudão) ou a violação dos direitos humanos no Zimbabwé parecem ter sido relegados para segundo plano na agenda de trabalhos, o que provocou reacções negativas por parte dos activistas dos direitos humanos e anti-globalização que também fizeram questão de marcar presença nesta Cimeira...se bem que, dum ângulo exterior.
Por vezes, dou por mim a questionar-me acerca destes manifestantes. Afinal, quem são estas pessoas? Como sobrevivem? Quem patrocina as suas deslocações e aquartelamento? Que interesses se movem por detrás destas organizações?
Não sei. Apenas constato o que é do conhecimento público. Esta gente, na esmagadora maioria das vezes jovens, chegam, manifestam-se de formas, muitas vezes, violenta e vão embora sem apresentarem quaisquer soluções alternativas viáveis sobre os problemas em debate e que satisfaçam todas as partes.
Contudo, impôe-se uma questão: será realmente possível contrariar esta tendência em que estes activistas mergulharam ou não passará de mera utopia?
Por mais dura que seja a realidade, há que encará-la de frente e sem artifícios. As questões económico-políticas e os direitos humanos jamais caminharão de mãos dadas em busca de um mundo melhor! O bem-estar de uns, implica o sacrifício de outros.
É triste, revoltante e até, para alguns, uma verdade inconveniente.
Ao longo da História são muitos os exemplos que comprovam que a supremacia económica acaba sempre por vencer.
O mundo justo em que todos usufruem de direitos e deveres iguais, não existe. Somos demasiado diferentes para que, um dia, hipoteticamente, possamos alcançar um mundo melhor, um mundo em que todos viverão em paz e harmonia, onde a comida e o bem-estar estarão ao alcance de todos.