Hoje vieram a público notícias que dão conta que a reconstrução do Haiti poderá custar mais de 7 mil milhões de dólares.
Também por estes dias têm vindo a público notícias do caos, crime e violência que grassam um pouco por todo o território. A impassividade das poucas autoridades, o domínio das ruas pelos grupos armados e o desespero da população em geral que anseia por comida, água e medicamentos, mergulharam o pequeno país das Caraíbas numa catástrofe humanitária de dimensões cataclísmicas.
A par deste cenário dantesco e devido à falta de condições de segurança no auxílio às populações, as organizações humanitárias vêm-se obrigadas a permanecerem cingidas a um espaço exíguo junto ao aeroporto, enquanto milhares de pessoas definham nas ruas de Port-au-Prince.
Perante este cenário, será legítimo pensar num investimento tão avultado na reconstrução de um país que, mesmo perante uma catástrofe natural, não consegue pôr de lado as rivalidades entre as diversas facções? Serão legítimos todos os esforços da comunidade internacional, quando os próprios haitianos não se esforçam minimamente para sairem do caos em que mergulharam?
Claro que não podemos avalizar todos pela mesma bítola. No meio do caos e da calamidade existem milhões de homens, mulheres e crianças inocentes. Contudo, torna-se premente por parte dessa mesma comunidade internacional unir esforços no sentido de ajudá-los a renascerem das cinzas e não, simplesmente, reconstruirem o pais a troco do nada.
Também por estes dias têm vindo a público notícias do caos, crime e violência que grassam um pouco por todo o território. A impassividade das poucas autoridades, o domínio das ruas pelos grupos armados e o desespero da população em geral que anseia por comida, água e medicamentos, mergulharam o pequeno país das Caraíbas numa catástrofe humanitária de dimensões cataclísmicas.
A par deste cenário dantesco e devido à falta de condições de segurança no auxílio às populações, as organizações humanitárias vêm-se obrigadas a permanecerem cingidas a um espaço exíguo junto ao aeroporto, enquanto milhares de pessoas definham nas ruas de Port-au-Prince.
Perante este cenário, será legítimo pensar num investimento tão avultado na reconstrução de um país que, mesmo perante uma catástrofe natural, não consegue pôr de lado as rivalidades entre as diversas facções? Serão legítimos todos os esforços da comunidade internacional, quando os próprios haitianos não se esforçam minimamente para sairem do caos em que mergulharam?
Claro que não podemos avalizar todos pela mesma bítola. No meio do caos e da calamidade existem milhões de homens, mulheres e crianças inocentes. Contudo, torna-se premente por parte dessa mesma comunidade internacional unir esforços no sentido de ajudá-los a renascerem das cinzas e não, simplesmente, reconstruirem o pais a troco do nada.
Parafraseando um velho ditado chinês, "Quando vires um homem com fome, não lhe dês um peixe, ensina-o a pescar".